quarta-feira, 5 de novembro de 2008

domingo, 1 de junho de 2008

1968 - O Sonho acabou?


Durante os dias 28 à 30 de Maio de 2008 a Faculdade Estácio de Sá realizou palestras alusivas ao movimento de 1968 convidando personagens para relatar o que foi que aconteceu nesta época, principalmente no Brasil. Dia 29 a noite tivemos a presença de Otávio Soares Dulce, sociólogo e cientista político, doutor em Ciência Política pelo IUPERJ (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro).

Sobre o movimento de 1968 no mundo, Otávio disse que a herança deste ano deve ser exterminada, 68 foi uma ligação cultural e política, estas duas coisas estavam interligadas. O lado cultural se sobressaiu. O movimento estudantil era da classe média. Os novos atores eram os estudantes, trabalhadores e as mulheres.

A cultura tinha muita relação com a subjetividade. O ano de 1967 foi o a no mais brilhante do rock. Neste ano surgiu a droga LSD. No verão deste ano surgiram grandes cantores mundias como Jimmy Hendrix, Rolling Stones, Beatles, The Doors. Nesta época tinham vários festivais ao ao livre.

Falando propriamente de 1968 no brasil, Otávio disse que a década de 60 foi muito importante, Em 1964 houve uma rebeliao no Brasil das classes média e alta, onde foi instalado um novo regime. Em dezembro de 68 o pais se tornou uma verdadeira ditadura até o ano de 1988, com a implantação do AI5 pelo presidente Arthur Costa e Silva. Entre os anos de 64 e 68 houve uma implantação de uma democracia limitada.

Desde o ano de 1961 a UNE (União Nacional dos Estudantes) tinha de tornado um orgão importante da cena política nacional. José Serra que era o presidente da UNE teve que fugir do país para não ser morto pelos militares.

Em 1966 foi possível a reconstrução da UNE, no Bairro do Carlos Prates em Belo Horizonte, em 1967 ela estava bem ativa, Belo Horizonte teve uma participação muito grande no movimento de 1968. No ano de 67 houve uma passeata de 100 mil estudantes no Rio de Janeiro em protesto contra um dos seus participantes que foi morto pela polícia, nesta passeata participaram vários cantores como Chico Buarque, Nara Leão, Gilberto Gil, també estavam a frente desta passeata vários atrizes, atores e intelectuais.

O movimento de 68 foi marcado por várias greves, destacando-se a greves de Contagem-MG que foi a primeira no Brasil e Osasco-SP.

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quinta-feira, 8 de maio de 2008

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Atletas do Minas Tênis que vão as Olímpiadas de Pequim

O Minas Tênis Clube é um dos mais tradicionais clubes de Belo Horizonte e emprega atualmente 850 funcionários em diversas áreas. A valorização das pessoas vai além dos serviços prestados aos associados do clube. A satisfação e o desenvolvimento profissional fazem parte da política de Recursos Humanos do clube, que se fundamenta em três tês pilares: qualidade de vida no trabalho, incentivo, reconhecimento e promoção à saúde. Em matéria de esportes é um clube que valoriza muito seus atletas. Como esportes de competição podemos citar o volêi masculino e feminino, futsal, basquete masculino, natação masculina e feminina, ginástica artística, judô.



Na natação os destaques mineiros que poderão ir às olímpidas são os nadadores Thiago Peraira, 22 anos e Rodrigo Castro, 29 anos, os dois ainda dependem da próxima seletiva que será o Troféu Brasil que vai ser disputado no Rio de janeiro nos dia 6 à 11 de maio. No Judô já estão garantidos os atletas Érika Miranda, Ketleyn Quadros e Luciano Correa.
















Luciano Côrrea vem alcançando boas colocações nas competições nacionais e internacionais, é um dos principais judocas minastenistas. Neste ano já conquistou a medalha de ouro no Campeonato Mundial Sênior, disputado no Rio de Janeiro, sagrando-se o primeiro campeão mundial brasileiro na categoria. Outro destaque da equipe de Judô do Minas é a meio-leve Érika Miranda, que foi a primeira judoca a garantis sua vaga da seleção que disputa os jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.

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segunda-feira, 7 de abril de 2008

sábado, 5 de abril de 2008

Palestra do jornalista Domingos Meireles.


Domingos Meireles, nasceu no Rio de Janeiro e tem 65 anos. Tem dois livros publicados: “A Noite das Grandes Fogueiras” e “1930: Os Órfãos da Revolução” e passagem pelos principais veículos de comunicação do País. Há dez anos, o ex-vendedor de máquinas é repórter especial da Rede Globo.
Em 1965, ingressou no Jornal Última Hora com o apoio do jornalista Maurício Azedo. Meireles viu que jornal era um dos poucos veículos de comunicação que era contra o golpe militar de 1964, este foi um dos motivos de sua vontade de trabalhar naquele veículo de comunicação. A cassação de Juscelino Kubstcheki incomodou bastante Domingos Meireles.
A redação do jornal Última Hora era formada em 90% por bacharéis. Segundo Meireles a imprensa brasileira apoiou o golpe de 64 à exceção do Jornal Última Hora. Os recém chegados na redação eram avaliados pelo jornal, que olhavam se teriam alguma qualidade para a profissão, eram adotados por uma pessoa mais velha da redação, que passaria a ser seu tutor onde passaria a ter os seus passos acompanhados.
Com um ano e sete meses trabalhando no Jornal, Meireles foi convidado a trabalhar na editora Abril na revista 4 Rodas onde fez uma matéria sobre o roubo de carros no Brasil onde eram levados para o Paraguai. Esta matéria impressionou os editores da revista Realidade para onde foi levado e trabalhou de 1968-1971, depois passou pelo Jornal da Tarde, O Globo, Estadão e em 1985 foi para a Rede Globo onde está até hoje.
O repórter Domingos Meireles citou que quando foi convidado para trabalhar na Rede Globo ele nem acreditou porque na época usava cabelos compridos e tinha uma barba do tipo “profeta”, ele disse que foi muito mal recebido pelo pessoal da redação. Trabalhou por pouco tempo no Jornal Nacional, depois ingressou no programa Fantástico e hoje está no Linha Direta.
O seu interesse pela leitura é estimulá-la entre as pessoas, a informação não pode ser apenas da classe mais rica. Em sua opinião o jornal é uma fonte primária, é um registro historiográfico. Na sua visão, a imprensa vive um grande momento de crise, os jornais são basicamente iguais, na linha sucessória do jornalismo ainda não apareceu ninguém para continuar a combater os grandes poderes, o governo.
Para Meireles, hoje as empresas um valor muito alto para um grande jornalista e este por sua vez faz um jornal para o proprietário deste veículo de comunicação em detrimento ao público. Para o jornalista, a grande saída da mídia impressa é esgotar o assunto, não relatar apenas uma nota ou resumo, ela deve fazer matérias de página inteira, um texto bem trabalhado.
Segundo Domingos Meireles, os cursos de jornalismo não exercitam os textos críticos sobre a realidade, os jornalistas hoje não questionam, por exemplo, as pautas, eles não dão opinião, aceitam como são passadas pelo editor.